Longchamp e Anaka em Madagáscar

A colaboração entre a Longchamp e a Anaka entra no terceiro ano e ganha nova expressão na coleção primavera-verão 2026, onde produção artesanal e impacto social evoluem em paralelo, com base em Madagáscar.

A parceria entra no terceiro ano com uma estrutura já definida. No terreno, cerca de 40 artesãos, na sua maioria mulheres, trabalham a tempo inteiro, enquanto dezenas de crianças têm acesso a educação, cuidados de saúde e alimentação.

O projeto desenvolve-se a partir do atelier LANA, criado em Madagáscar e dedicado ao trabalho com fibras naturais como a ráfia. A iniciativa evoluiu para a ONG LANA ANAKA, fundada com o objetivo de garantir autonomia económica às mulheres envolvidas e melhores condições de vida às suas comunidades. O que começou como produção artesanal local tornou-se um sistema organizado, com impacto social direto.

Na coleção primavera-verão 2026, esse trabalho traduz-se em peças que integram técnicas tradicionais de forma direta. O saco Le Roseau Raphia, crochetado à mão numa única peça de ráfia natural, surge como elemento central, combinando saber-fazer artesanal com códigos da marca, como o fecho em bambu e os acabamentos em pele. O Le Pliage Filet é reinterpretado através de nós em ráfia e gradientes de cor, mantendo uma leitura leve. A coleção inclui ainda acessórios de verão, como chapéus em ráfia e porta-chaves, que prolongam este trabalho sobre a matéria e as técnicas.

A Longchamp consolida assim um modelo assente em produção localizada, valorização de técnicas tradicionais e impacto económico direto. Um projeto que liga design e produção, com uma relação contínua ao território onde as peças são desenvolvidas.

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